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Plus Size

by - segunda-feira, abril 10, 2017

Parece que a Apresentadora Cristina Ferreira teve o " descaramento" de colocar como capa Inês Peixoto.
Eu também não sabia quem era, mas aparentemente é uma modelo plus size. Linda de morrer.
Ora apareceram logo milhentos portugueses preocupados com o colestrol da senhora, com os problemas cardiovasculares e a diabetes da mesma.
Parece que é "feio", e perturba muita gente o facto de uma mulher estonteantemente bonita ter peso a mais e dar -se ao descaramento de aparecer como capa numa revista onde supostamente só deveriam aparecer figuras estereotipadas. Porque bonito e saudável é ser magro, é mais ou menos como se dizer que não há gordos saudáveis e que os magros não morrem.
Sabemos que não há quem goste de ser gordo. Ou se não souberem, eu informo.
Não é propriamente agradavel. Os gordos cansam-se com maior facilidade, têm dificuldade em encontrar roupas na maior parte das lojas de Shopping, são descritos como "pessoas fortes", quando gordura nada tem a ver com a força e eu como gorda que sou sinto-me mais estupididificada com o adjetivo "forte" quando dirigido à minha pessoa , do que com o de "gorda".
O ideal é obviamente ter -se um IMC dentro dos limites que a medicina estipulou, no entanto, tal não se consegue facilmente, nem tudo depende da vontade e sacrifício e existem factores ( hormonais, por exemplo), que em tudo dificultam o tão desejado emagrecimento.
No entanto, ninguem deixa de ser bonito por ter peso a mais.
Fazemos parte de uma sociedade que ostracisa todos os que fogem ao idealizado. Eu , lamentavelmente não perco muito tempo a autoflagelar-me por não ter 60 kgs. Já os tive e não era mais feliz ou saudável por isso.
A sociedade portuguesa precisa de adicionar uma nova palavra na sua mente, e nas suas vidas : respeito.
E noção, já agora.
Noção que existem , magras infelizes e que também se sentem excluidas e tristes pela magreza excessiva, sejam caso genético ou patológico.
É positivo que a diferença deixe de ser vista como algo ofensivo. E é lamentável que sejam as mulheres quem mais se insurge contra o facto de uma modelo plus size estar a ter protagonismo.
Ninguem é gordo porque está fechado num cubiculo para a engorda. Só se for para os lados da terra do Tio Sam, de onde são oriundas algumas notícias estranhas desse genero.
Ninguém que apareça na televisão, ou em outro meio de comunicação vos está a afrontar por ter mais ou menos peso, por ser branca,amarela ou preta.
O normal é aborrecido e maçador, aprendam a ver as diferenças como mais valias e abertura numa sociedade que deveria ser muito mais evoluida, tolerante e sequer questionar a beleza ou valor de alguém pelo número que veste , ou pela quantidade de quilos que pesa.
Preocupa- me muito mais que milhares de mulheres que se digam de bem com a vida, felizes com a sua imagem, se indignem tanto e acusem os meios de comunicação de "promover a  obesidade".
Não se trata de uma promoção à obesidade, mas de uma desvalorização da ideia que as pessoas têm, que temos que ser todas iguais, e que se não formos,é melhor cair em depressão e perdermos a autoconfiança porque ser diferente é feio.
Feio é ter limites mentais baseados em preconceitos que já não cabem na nossa sociedade.  É em vez de ver como uma tentativa de equalização e quebra ao preconceito( porque a gorda de hoje pode ser a magra de amanhã e vice versa), choverem ofensas e insultos de mulheres que se sentem atacadas porque uma capa de uma revista exibe alguem fora dos padrões.
Mudem-se os padrões. Estão ultrapassados. Nem todas as gordas têm que viver obcecadas e deprimidas, apontadas e a sentir-se excluidas.
Aceitem a diferença. Neste caso aplica-se a máxima ," aceita que doi menos".




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