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Somos tão pouco

by - junho 18, 2017

Somos tão pouco.

Complicamos tanto. Zangamo- nos por coisas pequenas, não perdoamos pessoas que não sabemos se voltamos a ver, cortamos relações por cobiça, egoísmo, e sei lá mais o quê.

Coibimo-nos de amar. De nos entregar por medo de sofrer por amor, ou por comodismo.
Subvalorizamos pessoas, priorizando coisas.
Apegamo-nos mais aos nossos smartphones que a quem nos quer bem . Somos capazes de sair com alguem e  vez de aproveitar a companhia, não largamos o telemóvel. É das piores coisas que me podem fazer. Significa " mais valia ter ficado em casa e estou aqui por frete".

Consideramo-nos imortais. Inegualaveis, insubstituíveis.
Mas, a verdade é tão diferente.
Iludimo- nos diariamente .
Critica-se quem busca o amor e aplaude- se quem faz o politicamente correcto.
Quando a vida deveria ser o palco onde desafiamos os obstáculos e as contrariedades. Lutar pelo que queremos . Não desistir. Nunca.

Cada vez que assisto a uma tragédia em que de um momento para o outro sejam colhidas vidas, penso que o único motivo para isto acontecer é para que despertemos.
Para que o Homem se aperceba das suas verdadeiras prioridades, antes que seja tarde demais. Antes de nos tornarmos mais um corpo coberto no meio de uma qualquer estrada. À espera de ser levado para um qualquer instituto de medicina legal.

A vida passa tão depressa. E nenhum de nós sabe quando acaba.

Revejam as vossas vidas.  A Natureza está realmente a querer dizer-nos várias coisas.

Cabe a nós ter  inteligência para as descodificar.

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1 comentários

  1. Somos humanos. Somos imperfeitos. Somos mortais. Somos muito e não somos nada. Pensamos que somos pequenos deuses, perfeitos e imortais. E vivemos assim nessa ilusão. Até que há situações que nos entram pelos olhos adentro e nos fazem reflectir um pouco na nossa condição... mas só um pouco, enquanto duram as notícias, enquanto ainda há tweets sobre o assunto... depois voltamos à nossa ilusão. Cabe a cada um de nós, escolher tirar o véu e encarar a realidade, e vivê-la com plena consciência... ou mantermo-nos de vendas nos olhos, fantasiando o nosso mundo.

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