Desabafo

Obrigatório Ler

junho 13, 2019

Quem me conhece bem, sabe que sou muito focada na saúde da pele, mais ainda que na beleza.
Então, é frequente usar protetor solar, sempre.
Tudo começou com um susto que tive há uns anos. O meu corpo ficou coberto de manchas. Foi feita biopsia, e o médico colocou-me ANOS de castigo, sem poder ir à praia.


Passados talvez três anos  permitiu que fosse, mas eu, assustada ainda com a possibilidade de vir a contrair um problema de pele grave não fui. 
Acho que apenas em 2016 voltei a expor-me ao sol, sempre com proteção solar, nas horas consideradas seguras.
 De ontem para hoje um dos meus sinais mudou de cor, de dimensão, enfim...
Corri a mostrar a algumas amigas dermatologistas que me mandaram correr para o médico de família para ser encaminhada para a especialidade pelo serviço público. As minhas amigas não dão consulta perto de mim.
Depois de ouvir tudo o que poderia ser, senti-me alarmada, assustada. Dirigi-me ao Centro de Saúde onde foi tirada uma foto e enviada para o Hospital de Santa Maria para posterior acompanhamento.
Também marquei consulta pelo privado, independentemente de me chamarem primeiro pelo público, vou livrar-me destes sinais que odeio( todos aqueles com relevo) para não apanhar sustos como este mensalmente.
As estatísticas não mentem.
O cancro da pele é uma realidade e todos os anos há 700 novos casos em Portugal.
É certo que é uma doença que cada vez mais tem cura. Mas que se for desvalorizada pode correr muito mal.
Afeta especialmente pessoas com a pele muito branca como eu, em especial aquelas com tendência a ter sardas e várias dezenas de sinais, categorias onde também me encaixo.
Se pode não ser nada? Bom, pelo que percebi, pode o problema estar localizado apenas na superfície da pele. É removido o sinal, enviado para análise e, espera-se.
Porque razão estou a escrever um post por causa disso?
Porque independentemente de ser algo menos bom ou não, há palavras proferidas pelo meu primeiro dermatologista que não esqueço :
" A pele tem memória" e " O escaldão de hoje pode ser o cancro de amanhã".
Vamos ser honestas?
Quantas usam protetor solar todos os dias em todas as partes do corpo expostas? Verão e inverno? Quantas?
Eu não. Só eu sei quanto me arrependo, mas não uso. Melhor, não usava.
Prometo usar protetor em pleno Dezembro, mesmo que chova. Mesmo que trema de frio e esteja com 4 camisolas. 
Escrevi este post para pedir-vos que mais que se protegerem, sensibilizem as vossas crianças a usar protetor sempre. Para evitar este tipo de situação em adultos. 
Não facilitem. Protejam-nos! 

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1 comentários

  1. lembro-me de passar o fim-de-semana, das 9.00 hás 20.00 na praia da torre com a minha prima, mas sempre com muita agua e com uma t-shirt vestida, tirando apenas quando íamos á agua. apenas apanhei um escaldão nos ombros, um dia que dei um passeio a pé com uma blusa de alças (não coloquei protector solar por não pensar em ficar tão queimada com um simples passeio)
    nunca consegui ficar bronzeada e não consigo pensar em estar a estorricar na toalha na praia sem fazer nada, apenas apanhar sol
    todos os dias depois de lavar a cara, coloco protector solar
    tenho 46 anos, sem manchas nem rugas ;) pele branquela e olhos cinzentos
    não entendo aqueles que ficam felizes com um dia de praia ao sol para ficarem torrados, sem pensar nas consequências futuras para eles e para os seus filhos
    o meu pai já teve um melanoma na testa há 12 anos e embora graças a Deus ter ficado bem, agora não sai de casa sem um chapéu, por muito parvo que pareça para as outras pessoas
    espero que tudo corra bem. beijinhos

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