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Redes Sociais

Marta Veloso
É que nem tenho outro título.
Com tantas doenças sem cura, com a violência, desastres naturais, pobreza, com as dificuldades inerentes à vida,  e as pessoas andam obcecadas com a orientação sexual das crianças ou com o facto de as mulheres amamentarem ou não as crianças?
Primeiro foi a indignação por parte de algumas pessoas quando um dirigente político afirmou que seria benéfica educação sexual nas escolas sem impor a heterossexualidade.
Eu ainda não consigo entender, de que forma é que alguém que não seja hetero ofenda por isto só, seja quem for.  Poupem- me os discursos religiosos e moralistas.  A nossa sociedade está cheia de casais  infelizes porque um deles nunca teve a coragem de “ sair do armário “. Conclusão? Uma sentença de infelicidade para toda a vida. “ Ah e porque Deus...”, meus amigos, a existir Deus, existe tolerância, compreensão, Amor incondicional. Espera- se de Deus um Amor como nunca foi visto. Só concebo um Deus se for assim. Parem de associar Deus a um preconceito, a castigos , a punições! É ridículo! Por mais leituras que queiram fazer da Bíblia, devo relembrar- vos que não foi Deus que a escreveu! E que tudo o que lá está é bastante subjetivo.
Não acredito em pais que deixam de amar os filhos porque estes decidem assumir- se homossexuais. 
Quem ama, ama para além da orientação sexual.
Eu tenho dois filhos, e o que mais quero é que sejam felizes, independentemente de quem escolherem amar. 
A guerra à Zippy que decidiu fazer uma coleção de roupas unissexo então tem- nos feito ler comentários absurdos! Qual é o mal das crianças usarem as cores que quiserem? É esse o fio condutor que leva à homossexualidade? 
O que eu gostava que as pessoas que perdem tempo a julgar quem amamenta ou a forma de educarmos os nossos filhos se focassem em  problemas sérios , e relativizassem tudo o resto. Chega a um ponto que eu não entendo como não se abordam mais os distúrbios mentais nítidos em tantas publicações que por aí vejo!
Quando é que os portugueses vão direcionar toda a sua parvoíce para os desvios públicos de dinheiro, para tudo o que realmente não funciona na nossa sociedade como o Serviço Nacional de Saúde?
O que me tira do sério é optarem pela estupidez. 
As pessoas estão cada vez mais chatas e implicativas com merdas que sequer têm qualquer voto na matéria! 


Pensei muito antes de escrever este post, mas tenho noção que como eu, existem muitas mulheres com mais de 35 anos que se sentem meio perdidas, por muito que usem as redes sociais e sigam blogues.
Tenho 41 anos, nunca escondi a minha idade de ninguém.
 Sempre cuidei da minha pele e estudo imenso o tema. O estado da pele, problemas como manchas, desidratação, falta de firmeza, tratamentos estéticos, procedimentos, cremes e mais cremes.
Não sei se têm ideia mas embora o meu público tenha maioritariamente de 25 a 34 anos, existem muitas mulheres com a minha idade que se sentem deixadas para trás sempre que procuram artigos sobre os seus problemas de pele.
 Recebo uma quantidade incrivel de mensagens diariamente de pedidos de ajuda sobre quais os produtos a usar, onde fazer este ou aquele procedimento, enfim, por vezes gostava de conseguir responder a tudo mas é- me humanamente impossível. Tal como é financeiramente impossível ter acesso a todas as novidades. 
As marcas, em grande maioria, esquecem- se que a minha faixa etária é a que tem maior poder de compra, mais necessidades e quem  prefere comprar o que é bom em vez de ir ao barato para desenrascar.  Já perdi o acesso a algumas marcas porque supostamente estou passada da idade.
Vou a sites e blogues internacionais para ter informações sobre determinados produtos que não tenho em Portugal.


Vejo meninas de 20 ou 30 anos a escrever sobre a prestação de anti rugas e não consigo dar-lhes  credibilidade. 
Vejo mulheres da minha idade que não falam no tema idade e envelhecimento receando muito provavelmente reações menos positivas por parte das marcas.
Depois dos 40 podemos continuar a usar a maquilhagem que quisermos. Inspirações góticas se nos apetecer, ou uma maquilhagem mais “Jeffree Star”, elaborado ou não.
Os 40 não nos travam nem nos tornam incapazes de absolutamente nada! No entanto, relativamente a cuidados de pele as necessidades aumentam. E isso não tem nada de mal! Basta termos acesso aos produtos certos o que muitas vezes é difícil de ter noção porque é algo que é muito pouco falado por cá.
Gostava muito que as marcas abrissem horizontes , entendessem que toda a gente envelhece mas que se tivermos cuidado esse envelhecimento é mais cronológico que aparente.


O Mundo da maquilhagem parece ser muitas vezes apenas território para iluminados.
A concorrência é incrivel. 
Embora me considere apenas uma blogger de beleza com tudo o que isso inclui ( e grande apaixonada por maquilhagem) existem alguns aspetos muito feios neste mundo que parece tão bonito.
Há seis anos, quando iniciei o blogue, fi-lo porque estava a tirar um curso de maquilhagem e queria poder partilhar o que estava a aprender. Depois tirei uma formação em cuidados de pele. 
Na altura, foram inúmeras as criaturinhas que ficaram enervadissimas por eu ser “avulsa “ num mundo de bffs. 
Foi inacreditável o que se disse na altura de mim. Chegaram a dizer que os meus filhos passavam fome para eu poder comprar maquilhagem( gente que nunca me tinha visto e conheciam apenas de Facebook !). Recebia mensagens e-mails diários com ameaças, pragas e parvoices do género. 
E eu cheguei mesmo a irritar- me com isso.
 Até ao dia em que me chega uma mensagem a dizer “ nunca conseguirás parceria nenhuma, eu vou- me encarregar que não o consigas”. E também “ nunca vais ser ninguém na blogosfera “. Bom, eu questionava- me que raios de ameaça era eu, uma mulher casada ( na altura), mãe de duas crianças que uma vez que uma delas padecia de uma doença nos pés tinha que estar em casa muito mais tempo que era desejado e então, decidi ter o blogue para me ocupar, para juntar o amor que sempre tive pelas letras ao meu amor por cosmética. 
Porque é que incomodava tanto? Era desbocada. Sempre fui. Não engulo sapos e sempre disse o que pensava.


 Não suporto gente arrogante e mal educada. 
A verdade é que a maior parte das pessoas cria blogues ( e agora instagrams etc) com o único propósito de conseguir borlas. E acreditem que para isso não basta existir. 
Daí, a grande maioria das flausinas( senão todas) que quase se engasgavam no próprio veneno, terem desaparecido.
Ao longo destes anos, aumentaram os blogues, a utilização das redes sociais, nasceram os instagrammers que acredito que tenham sido o nó na garganta de muita gente. 
Influencers criadas com a ajuda de agências, de marcas e eu acho tudo isso maravilhoso! 
Mesmo as que nem referem marcas e apenas gostam de exibir a sua nudez.
 E no mundo do instagram um pedaço de carne vale para mais de mil likes!
 Depois, claro está, se vamos a ver os likes damos de caras com os Mohammeds e todo um estádio do Maracanã. Homens, gajos, rufias, machos. 
 Se houver uma ou duas mulheres é uma alegria. 
E a maioria das agências e marcas embora refiram toda uma triagem XPTO nas suas contas de Linkedin de forma a entender se aquele influencer tem seguidores que sejam o target que procuram, a verdade é que papam com estes filmes todos e caem que nem patinhos.
 E depois é vê- las a publicitar o creme depilatório para a virilha, os pensos higiénicos e a pílula de cueca fio dental e os potenciais compradores todos a dar like. 
Isto é assim mais ou menos que uma opinião generalizada sobre a cena. 
Vai se a ver e fazendo um esforço também consigo atingir este objetivo... milhares de likes a mostrar os glúteos... e a celulite.
Faz lembrar os anúncios a produtos para emagrecimento e celulite, em que não podem entrar gordas... ou os anúncios a máscaras de pestanas com modelos com pestanas postiças.
Isto tudo para dizer, “abram a pestana”, que isto não é um mar de rosas.

Já vos mostrei as novidades Shiseido, com o seu packaging renovado, mais moderno e minimalista.
O que ainda não vos tinha dito venho dizer agora, os batons em barra mate são dos mais confortáveis e bonitos que existem no mercado. Os iluminadores subtis são perfeitos para looks plenos de sofisticação e classe. As sombras são fáceis de usar e permitem maquilhagens simples e bonitas. 
O resto... bem, o resto deixarei para que possam experimentar ...


Shiseido



Se me dissessem há anos que teria de perder tudo o que perdi para ser eternamente grata pelo que tenho e sou, não acreditaria.
Durante anos a fio fui refém de  uma tristeza que embora tivesse explicação ( aliás, várias explicações) me travava a vida e impedia de seguir em frente. 
Acreditava que só seria feliz acompanhada, a viver um grande amor. 
Entendia que a minha felicidade a fazer aquilo que gosto só era possível se tivesse reconhecimento e fosse valorizada por aqueles que trabalham comigo.
Aprendi depois que me bastam fazer felizes aqueles para os quais trabalho.




Ficava triste quando percebia que algumas pessoas não tinham que se esforçar nem trabalhar para serem validadas e por mais piruetas e malabarismos que fizesse, algumas portas estariam sempre fechadas para mim. 
Podia ter mil pessoas a enaltecer- me que a minha preocupação seria sempre com quem me ridicularizava ou ignorava.
Um dia, perdi quase tudo. 
Uma vida confortável, pessoas que amava profundamente morreram, deixando- me mutilada emocionalmente e vi- me com quase 40 anos como uma derrotada.
 Como se todas as minhas lutas e glórias de repente não tivessem qualquer valor ou importância.

Tive amigas. Verdadeiras. E as verdadeiras são as que confiaram de olhos fechados. As que nem precisaram de saber, e ainda assim ajudaram porque olham com o coração.

Tive excelentes professoras, que foram as falsas amizades, manipuladoras, sem valores, que me colocaram à prova nos mais diferentes cenários. E me fizeram crescer. 

Todas as perdas que tive deram- me um poder que eu não julgava existir.
 O poder de ser eu, sempre. 
Sem querer impressionar ninguém. Sem me preocupar com quem vai mais longe sem qualquer mérito. 
Sou eu quem mais ganha com todo o esforço e caminho que percorro. O que faço hoje, não o faço em busca de validação, é um exercício pessoal. 
A nossa sociedade está longe de ser perfeita. E, também eu sou imperfeita.

Existem pessoas que, sem me terem feito qualquer mal, não me agradam. Pode ser uma questão de energias, e eu não faço como antes, que me obrigava a relacionar com essas pessoas para deixar de ter minhocas na cabeça. 
A nossa intuição é uma arma poderosa a nosso favor. 
Somos animais, devemos confiar nos nossos instintos que por vezes são tão mais certeiros que a nossa racionalidade.
Nunca pensei que a felicidade fosse algo tão simples. Que dispensasse tudo aquilo que eu tinha como imperativo para a conseguir.
Nem sempre a felicidade precisa de risco, de estar no limite, de um amor de perdição, de paixão, de aplausos por parte de pessoas que se têm por superiores. Superior é quem é feliz! 
Hoje aconteceu uma espécie de “ discos pedidos “ no meu instagram. Desafiei quem me segue a propor alguns temas para que pudesse desenvolver livremente.
Um deles foi o suicidio. 
Estima- se que, quase todas as pessoas, no percurso das suas vidas pensem pelo menos uma vez em acabar com a própria vida.
Basta- me ir ao meu arquivo de memórias para encontrar um sem número de pontos de ligação .
No início da idade adulta sofri de depressão.
Durante o primeiro ano ( altura em que não recordo absolutamente nada) foi difícil lidar comigo. 
Posso dizer- vos que aos 20 anos já vivia sozinha e era auto suficiente, facto que  dificultou que a família tivesse conhecimento disso.

Posso dizer- vos que recorri a imensos médicos, psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas , bruxos, espiritualistas, médiuns, padres, e nada, mas mesmo nada parecia resultar. 
Nessa altura, foi a minha família que tomou as rédeas da situação. 
Eu estava tão longe de mim que me tornei incapaz de agir ou reagir a qualquer tratamento. 
Por mais que estivesse rodeada pela família e amigos sentia uma solidão tão profunda que parecia impossível que alguém chegasse até mim.
Após um longo tratamento de psicoterapia a minha vida foi voltando ao normal e descobri que a minha depressão não  era só psicológica, o meu organismo não produzia uma substância indispensável para o normal funcionamento da psique ( se é que o posso explicar assim). Felizmente, hoje em dia é possível ultrapassar grandes problemas com pequenas soluções, com fármacos, embora o diagnóstico não seja simples.

Já falei deste assunto há alguns anos, e remexer nele é sempre difícil, só o faço porque tenho noção que pode ajudar a compreender o problema .
Tive uma grande amiga a partir dos meus 13 anos. Aquela amiga com quem fumei o primeiro cigarro, falei sobre o primeiro beijo, com quem passava manhãs e tardes nas aulas, ou em casa ou em perseguições próprias da adolescência aos rapazes que achavamos mais giros. Isto era normal na altura. Não existiam tecnologias! 
 Com quem bebi a primeira cerveja, a quem aturei inúmeras bebedeiras. A nossa ligação era tão visceral que enervava profundamente a mãe dela , que dizia querer ver a filha com boas companhias, “pessoas ricas”, e não pobretanas . Aquela era a altura em que as mães tinham um radar para  as más companhias. 
Na minha casa nunca se julgou ninguém assim, porque tinhamos problemas maiores. 
O meu pai estava muito doente, era internado constantemente e era essa a nossa preocupação major.
Éramos tão viciadas uma na outra que vestiamos de igual, eu pintei o meu cabelo de preto, como o dela, e ela queria ter caracóis. Tivemos que ser literalmente separadas. A primeira tentativa foi aos 14 anos, em que fomos proibidas de frequentar a casa uma da outra. Segundo a mãe dela, uma das pessoas mais descompensadas e perturbadas que conheci em toda a minha vida, porque o meu pai era doente ( tinha Lúpus ) e podia pegar à filha.
A senhora em questão era administrativa do Serviço Nacional de Saúde, mas nem isso a fez ver que as doenças autoimunes como o Lúpus não são contagiosas. Tenho alguma dificuldade em escrever sobre esta pessoa. Não sou de todo rancorosa mas  foi com toda a certeza das piores pessoas que tive o infortúnio de me cruzar na vida. 
O meu pai faleceu meses depois e a minha amiga foi ao velório, mesmo sabendo que seria punida pela familia. 
Aos 17 anos separaram- nos . 
Mandaram- na para outra escola. 
Assisti à degradação dela depois disso. Primeiro começou a andar com as pessoas que a mãe queria. 
Pessoas com dinheiro. Tornou- se snob, e meteu- se em drogas duras. Tinha uma necessidade de afirmação imensa, e essas substâncias ajudavam a que se libertasse. 
Fui assistindo ao longe a esse processo até que, acabou por quase perder a lucidez, altura em que os tais amigos a puseram de lado. 
Encontrei- a várias vezes nessa altura, na rua, e ela não sabia quem era, a idade que tinha, a idade da filha bebé que tinha nascido entretanto.
Foi num domingo que me telefonaram a dizer que tinha morrido. E eu não me recordo de ter sentido tanta tristeza como naquela altura. 

A M. não foi a minha única amiga a tirar a própria vida. Infelizmente, a droga ou a depressão roubaram- me algumas pessoas das quais gostava muito.  
Todos nós somos responsáveis pelo flagelo que é o suicido. Todos.
O suicidio não é um acto cobarde. É uma tentativa de desligar o interruptor da dor. É o ultimo recurso de quem não aguenta o peso do próprio sofrimento.
Sempre que vejo comentários maldosos na internet ocorre- me que as pessoas não têm qualquer tipo de preocupação se tal vai afectar  quem insultam. 
A verdade é que a maldade, mesquinhez podem ser a gota de água para que alguém fragilizado cometa um acto desesperado.
Se sentes que a vida foge do teu controlo, pára. Procura ajuda. Existe sempre quem te possa ajudar. Sejam amigos, professores, familiares, profissionais de saúde. Há sempre solução. Mesmo que não a consigas ver. Existe sempre a possibilidade de fazer as pazes com a vida. 
A depressão não é brincadeira. Não é capricho. Mas tem tratamento. Acreditar nisso é meio caminho andado.
Todos nascemos para ser felizes. Tive dificuldade em acreditar nisso durante demasiado tempo. 
E são na maior parte dos casos as pessoas que mais nos deveriam ajudar, os principais impulsionadores da nossa tristeza, se estamos em baixo.
Cada vez que abrires a boca para falar de alguém coloca- te no lugar da pessoa. Para alguns, basta um insulto, um comentário sobre a sua aparência, caracter , característica para despoletar o gatilho.
Todos os dias assisto a pessoas amarguradas, maldosas que usam as redes sociais para destilar veneno. Deviam tratar- se. A internet foi das melhores coisas a que a humanidade teve acesso, e das piores também. 
É importante saber que quem insulta, maltrata, seja de que forma for, não está bem, também. 
Infelizmente, existe muita gente que se afasta de quem mais precisa. É também destas pessoas a culpa. Tomamos a amizade como facto adquirido e tantas vezes quando mais dela precisamos, nos apercebemos que ela não existe.

Contactos Úteis

Linha Jovem - 800 208 020
Todos os dias das 9 às 18 horas


Linha LUA
  • Telef.: 800 208 448 (entre as 20h00 e as 02h00)
  • website: www.ua.pt/sas/lua

Linha SOS Bullying 
  • Telef.: 808 962 006 [2ª a 6ª f. das 11-12h30 e das 18h30-20h]
  • e-mail: bulialuno@anprofessores.pt

SOS Estudante – 96 955 45 45 ou 808 200 204 (das 20h à 1h, chamada local)
Apoio emocional e prevenção do suicídio
 

Telefone da amizade 
– 228 323 535
Apoio em situações de crise pessoal e suicídio das 16h às 23h
 

S.O.S. Adolescente 
- 800 202 484

 
Conversa Amiga – 808 237 327 (chamada local)
Apoio, orientação e formação. Todos os dias das 15h às 22h


Linha SOS Palavra Amiga -  232 42 42 82
Todos os dias, das 21 à 01 horas;


Centro SOS-Voz Amiga: ajuda na solidão, ansiedade, depressão e risco de suicídio
Telef.: 21 354 45 45 - Diariamente das 16 às 24h
Telef.: 91 280 26 69 - Diariamente das 16 às 24h
Telef.: 96 352 46 60 - Diariamente das 16 às 24h
website: www.sosvozamiga.org

 
Linha Telefone amigo - 239 72 10 10
Todos os dias, das 17 à 01 hora
 

Linha Telefone Amizade - 800 205 535
De segunda a quinta, das 16 à 01 hora
Sexta e Sábado, das 19 às 21 horas
 
Linha Informativa de Informação sobre orientação sexual e identidade de género - 96 878 18 41
 

Associação ILGA Portugal (Apoio sobre Homossexualidade)
  • telef.:21 887 61 16, Sextas-Feiras, das 21às 24 horas
  • website: http://www.ilga-portugal.pt/actividades/laish.php

Sexualidade em linha – 808 222 003 (chamada local)
Informação e aconselhamento na área da saúde sexual e reprodutiva
Segunda a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h.

 
A autoestima é o julgamento que fazemos de nós próprios. É algo que vamos construindo desde o momento em que nascemos e depende muito da forma como somos educados, se os nossos pares nos transmitem segurança, mostram confiança nas nossas capacidades, numa palavra muito simples, se se orgulham de nós.
A partir do momento em que saímos da bolha da família, a nossa autoestima vai ser influenciada pela forma como os outros nos tratam. Factos como preconceito, bullyng podem arrasar com o amor próprio de um indivíduo. A mãe que passa a vida a proteger o filho porque “acha que não é capaz” também contribui para que este não se valorize.


O marido que diz que a esposa não consegue, não presta, que “ é dificil para as mulheres” não ajuda de todo quem quer ter algum descanso mental e parar de se martirizar com os “ não consigo, não sou capaz, não mereço” desta vida.
No entanto, mais cedo ou mais tarde, ainda que tenhamos sido vítimas da sociedade, família, e nos consideremos inferiores, é comum deixarmos de nos importar tanto com as opiniões alheias, focando assim a nossa atenção para aquilo que nos dá prazer e faz bem. 
Quando se atinge esta “ liberdade” aprendemos a  valorizar tudo. Começamos num processo de termos orgulho naquilo que conseguimos. Não aceitamos mais que nos pisem, diminuam.
Para quem nos quer dependentes, é uma mais valia tentar anular a nossa independência. Fazer- nos crer que somos incapazes vai fazer com que sejamos reféns de alguém. Tornam- se as nossas muletas. Impedem- nos de fazer o que realmente gostamos e de ir mais longe, mostrar a nós o que somos capazes.
Temos que aprender que todos temos valor. Todos temos o direito de ser felizes, por mais que tenhamos um passado dificil ou problemático. Por mais que tenhamos errado ou que tenhamos sido vítimas do destino. É sempre possível dar a volta.
Há que aprender a fazer uma auto análise e perguntar no que é que podemos melhorar. Em que é que gostaríamos de mudar.  Seja um emprego novo, sair de casa dos pais ou terminar um relacionamento abusivo. Afastarmo- nos de quem nos critica, de quem não mostra alegria com as nossas vitórias . De pessoas que falam demasiado  na vida dos outros, uma vez que certamente falarão de nós.
Valorizarmos o nosso corpo, seja com exercício fisico, maquilhagem, tendo uma alimentação correta. Dando o nosso melhor no nosso trabalho e tendo noção do nosso valor e não permitir que nos desvalorizem. 
Tenho a certeza que este texto vai encontrar muitas pessoas que se vão identificar em alguma parte com ele, e que aguardavam por este click para seguir em frente.
Respeita os outros, e exige que te respeitem. 
Aos 40 percebes que o Mundo está todo voltado para quem tem 20, e recordas os teus 20 como a altura em que mais perdida te sentiste.

Aos 40 sentes-te igual a quem eras com 20, mudou apenas a experiência, cresceste, aprendeste e estranhas quem te trata por “ senhora”, porque por dentro és a mesma adolescente que desafiava a família .
Tens mais dúvidas que certezas, mas vive em ti a paz, e a felicidade de já teres dado frutos.

Aos 40, finges não ter ouvido que “estás velha, gorda “ ou que “nunca mais serás tão feliz como já foste”  porque sentes- te mais bonita que nunca, preocupas- te com o teu corpo sem recorrer a dietas malucas ( como aos 15 anos). 
Aceitas- te como és, olhando de lado para  cada nova ruguinha.
Aos 40 consomes mais cremes que maquilhagem, tens a noção que os cremes não vão tirar as rugas mas dar- te a proteção e prevenção que a tua pele precisa.
Sentes que os 40 são a grande oportunidade que a vida dá de “ teres 20 com uma bagagem de sabedoria”. 
És nova demais para seres velha!
Não temes boatos nem rumores e começas a esforçar-te para seres ainda melhor pessoa( modéstia à parte).
Valorizas o sossego e deixas de te preocupar tanto com o que não é da tua responsabilidade. 
Deixas de sentir necessidade de provar aos outros o que quer que seja e a única pessoa a quem queres surpreender é a ti mesma! 
Aos 40 sentes orgulho por quem és, assumes para ti as tuas falhas e erros e aceitas- te.
Aos 40 não te achas mais que ninguém e és grata por tudo aquilo que tens, e ainda mais grata por seres quem és! 
 Complexos e vergonhas deixam de existir no teu dicionário e estás preparada para viver a vida em pleno. E quem não te aceitar, deixa de fazer parte da tua vida, não perdes o sono com isso porque te tornaste a pessoa mais importante do teu Mundo!

40 anos

Estamos preparados para a morte dos nossos ascendentes, por muito que nos custe, sabemos que, todos morreremos um dia.
 Não sabemos a nossa data de validade, nem a dos que mais amamos. Mas nunca, em tempo algum, estaremos preparados para desconhecer o paradeiro das crianças, as nossas, e as dos outros.
A verdade é que é um assunto que preferimos nem falar. 
Crianças desaparecidas, redes de pedófilos. Somos capazes até de por em causa a sanidade de quem dedica a vida a lutar contra esse mal e tem que se embrenhar a fundo na deep web, em sites com imagens que nem pretendo tentar imaginar, por serem para mim, que sou apaixonada por crianças, doloroso e traumatizante.
Esta nossa incapacidade de conseguir assimilar que as redes de pornografia existem, assim como existem detentores de crianças para o abuso sexual  é uma entrave na luta  contra este  cancro da nossa sociedade. 
Temos que acordar para a vida!
 Doi, custa, fechamos os olhos para não sermos magoados nem termos qualquer pensamento incomodativo ou nos colocarmos no lugar dos pais destas crianças ( os inocentes, porque infelizmente existem muitas crianças exploradas pelos progenitores) esquecendo que se nós podemos fechar os olhos à realidade, as crianças reféns desses monstros não o podem fazer.
 Se nos sentimos traumatizados de apenas pensar, uma criança de 2 ou 3 anos, carregará uma dor emocional e psicológica crónica e, em muitos casos pode tornar- se também ela agressora.

Custa- me. Custa- me horrores a forma cobarde e egoísta como a maior parte das pessoas tem de lidar com isto ( eu incluída).
É perturbador ter esta realidade presente, mas não menos perturbador é saber que existem inocentes a sofrer disso e  estar rodeado de uma sociedade negligente e inerte . Evitar este tema ( tabu) que é a  pedofília permite que  estes casos continuem a acontecer em silêncio, enquanto enterramos a cabeça e fingimos que este flagelo não se passa no planeta Terra.
As penas por abuso sexual de menores são anedóticas. Há quem leve 1 ano, quem leve 6, e, acabam por sair com dois terços da pena cumprida.
Perdoem o desabafo mas, antes de iniciar o assunto que vos trago hoje, tinha que escrever isto.
Pedir- vos que se preocupem. Que não finjam que não existe. Que não se manifestem apenas quando estes casos forem tornados públicos num qualquer post do Correio da Manhã. 
Tal como na violência doméstica, também aqui temos muita culpa, porque não damos a relevância que este tema sensível exige. 
Enquanto houver uma criança a sofrer abusos, vale a pena falar, manifestarmo- nos contra, mostrar repúdio e interesse em que existam penas mais severas para este tipo de crimes. 

O Desaparecimento de Madeleine Mc Cann


Tal como a maioria de vós, tive até hoje uma certeza absoluta de que os pais, Kate e Jerry tinham sido os culpados pela morte de Madeleine. 
Até que hoje, ao entrar na Netflix me deparo com um documentário dividido em episódios que mostra relatos de todos os intervenientes do caso, e me apercebo que muito provavelmente foram mais vozes que nozes.
Ao contrário do documentário sobre os alegados abusos de Michael Jackson, que achei fraco e  mal fundamentado, este traz- nos factos que o grande público desconhecia. 
Em que se baseou a polícia para acusar o casal? E Robert Murat? 
Não quero privar- vos de verem esta série dando- vos spoiler, mas aconselho  a ver. 
A série não se limita a falar na Maddie. Fala de Rui Pedro e na falta de recursos com que o seu caso foi tratado, na forma de agir da Polícia Judiciária em relação não só ao caso de Maddie como ao de Joana Cipriano,  pondo em dúvida a idoneidade desta instituição. 
Vi todos os episódios e o desespero é algo crescente. A dúvida que instala dentro de nós. Mostra- nos a fragilidade deste país e no fundo, embora que metaforicamente descreve-o  como um paraíso para pedófilos, assassinos, e o crime no geral.
Depois de ver isto, sinto- me chocada, seriamente desiludida com toda a informação que tinhamos como certa. Depois de ouvir os intervenientes neste caso, dou conta do circo mediático que foi feito à volta dele, e tenho cada vez mais a certeza que a teoria de que o sigilo a que a nossa polícia e justiça usa enquanto tenta desvendar os acontecimentos, agravou mais que solucionou o que quer que fosse.
Madeleine desapareceu em 2007. 
Mas não foi apenas Maddie que desapareceu... 


A série chama- se 
“ O desaparecimento de Madeleine Mc Cann “ e podes vê-la na Netflix.



Adoro bases.
 Quanta mais cobertura melhor. Quero disfarçar manchas, tornar a pele mais radiante, hidratar e matificar, dar aquele aspeto renovado à pele, sabem como é?
A Haute Tenue da Clarins é uma das minhas bases favoritas de sempre. Hidrata a pele, deixa- a mais bonita, tem uma cobertura incrível e a duração é maravilhosa. No entanto, um destes dias a pesquisar bases na Notino deparo- me com a Extra Firming da Clarins. Uma base Multi regeneradora que favorece a firmeza da pele e disfarça os sinais de idade. Mandei vir apesar de recear que por ser um produto anti idade fosse mais indicado para peles secas. Engano meu. A minha pele adorou, fica muito natural, talvez tenha um pouco menos cobertura que a Haute Tenue mas fica mais sequinha na pele e corrige o que há corrigir.
Honestamente, em mim funciona melhor a Extra Firming, sendo que tenho a pele mista a oleosa. 
Um super recomendo para esta base!

Extra firming


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