Carta para ti

junho 23, 2019

O primeiro ano sem ti foi asfixiante.
Vivi numa espécie de bolha, cheia de medos. Revi os teus últimos dias. E... Isso fazia com que me sentisse mais perto de ti.
Perder-te em vida tem sido uma experiência espiritual, na medida em que ainda te sinto. Contínuas vivo.
És como o navio que se vai afastando no horizonte. Já não te vejo, mas sei que existes.
Tenho feito tudo como sei que querias que fizesse. Cuido da tua mais-que-tudo que à sua maneira é feliz e está rodeada dos seus amores, os bisnetos.
Hoje vi o que escrevi depois de deixares de respirar. A foto que adicionei na altura. As tuas duas mãos agarradas à minha.
Ficavas sempre tão feliz com a minha presença. E esse sempre foi o maior elogio e privilégio que tive.
Continuas a fazer parte das nossas vidas. A ser o nosso pilar maior.
Porque as pessoas morrem. Mas o amor não. 

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