Amor

Coisas que Acabam com uma Relação

novembro 30, 2018

Nem sempre os relacionamentos são tão cor de rosa quanto gostaríamos. Falei com várias mulheres e perguntei- lhes qual o maior veneno numa relação. Várias mulheres, várias respostas. Ora vamos ver.


Joana, 26 anos


Para mim o que destrói uma relação é a mentira. Os homens com quem tive o desprazer de me cruzar eram todos exageradamente mentirosos. Eu podia confrontá- los com as mentiras e eles eram capazes de inventar qualquer coisa. O meu último namorado esqueceu- se do telemóvel na minha casa. Como os telefones eram iguais não me apercebi, ambos usavamos a mesma foto como wallpaper. Quando saiu da minha casa, ouvi o sinal de mensagem, fui ver e era uma mulher a perguntar se demorava muito . Que tinha muitas saudades e queria sentir o cheiro dele... e ele desmentiu tudo! Disse que era uma brincadeira de um amigo, depois já era uma mulher que não o largava... esquece!


Magda, 37 anos

Detesto pessoas mansas. E o João era assim. Não se mexia para nada. Passava dias e noites fechado em casa, não tinha iniciativa para nada. Queria ver filmes em casa, parecia que o início da nossa relação tinha determinado o fim das conquistas enquanto pessoa. Trabalhava, ficava em casa, não gostava de ir a lado nenhum, e pronto. Sentia- me uma pessoa enterrada em vida. 


Filipa 40 anos

Quando me divorciei, conheci o Manel. Era lindo de morrer, mas havia ali alguma coisa que não batia certo. Saíamos imenso e o que primeiro me encantou, depressa me começou a assustar.
O Manel ensinava surf, então dava- se com miúdos e miúdas muito mais novos. Era um ídolo.
Só que tal como os miudos que ele ensinava, a vida dele era amigos e bebedeiras, e a sorte de ter um trabalho que lhe permitia ser adolescente o resto da vida. Vivia com a mãe e tinha um Fiat Panda de uns 30 anos , que perdia metade das peças em cada viagem de Lisboa à Ericeira. As conversas que me pareciam fofas, foram tornando- se pouco. O Manel era amoroso, mas uma criança em ponto grande.


Rita 35 anos

Namorei com o Bruno na adolescência, quando o voltei a encontrar quase 15 anos depois, foi como se o tempo não tivesse passado. O primeiro amor.
Só que as pessoas mudam. Só percebi isso depois de estarmos a viver juntos, quando veio bêbado do trabalho e foi agressivo comigo. Esse era o problema dele. Achava que tudo se resolvia à força, e que era dono de tudo, até de mim. Foram dois anos de maus tratos. A violência mata até sentimentos.

Natália, 29 anos

Durante 10 anos tive o namorado mais querido de sempre. Começamos a namorar no último ano do secundário, aguentamos juntos a universidade, até que decidimos ir viver juntos. Nunca pensei que o Duarte fosse assim. Nos fins de semana e férias que estivemos antes de ir morar os dois, sempre foi um cavalheiro.  A partir do momento que se tornou vida em comum, descarrilou. O Duarte queria uma mãe e não uma mulher. Tinha que fazer todo o serviço doméstico, era porco, só me faltava ter que lhe dar banho!


Glória, 39 anos


O Jorge era mais velho que eu. E acho que foi isso que me deixou enfeitiçada. A experiência, o facto de ser super popular, de toda a gente falar bem dele, de me levar para a família dele que sempre foi família para mim. 
Um dia descubro droga nas coisas dele, quando ia por um casaco a lavar. E não era uma droga qualquer... percebi então para onde iam os milhares de euros que ele ganhava e que desapareciam num instante. Como qualquer viciado não reconheceu o vício, dizia que era só para festas, mas todos os dias recorria àquilo. Por isso os amigos não o largavam. Mas eu larguei, ele sempre recusou ajuda, e se há coisa que me assusta são os vícios.

Sara, 43 anos

O Tiago era diferente de todos os homens que conheci. A minha autoestima sempre foi uma merda. E o Tiago olhava- me de forma diferente. Tinha orgulho em mim, em andar comigo.
Eu achava graça até aos ciúmes dele. Exagerados, que provocavam discussões em que acabávamos ambos a chorar. Mas isso deu à nossa relação uma adrenalina constante. Agora parece idiota, mas na altura ... aquele amor era um vício. Ele via razões para desconfiar de mim em tudo. Contava os likes nas minhas publicações nas redes sociais, ia aos perfis de todos os homens que eu tinha adicionado, conhecia melhor as minhas redes que eu.
Eu achava que ele amava demais. Até perceber que era uma forma de expiar a sua culpa de todas as traições que cometia. Talvez temesse que eu lhe fizesse o mesmo. Mas eu nunca fiz. 

Dália 30 anos

Casei à pressa, engravidei com 17 anos e os meus pais não descansaram enquanto não me viram de aliança no dedo. Ele era mais velho que eu, e os primeiros anos foram vividos quase sempre a meio gás, porque ele estava na universidade, e eu fiquei com a nossa filha no negócio do meu pai na minha cidade natal. O Zé era aquele homem que vemos na rua e pensamos “ Quem me dera ter um assim”, quando iamos a algum lado, as poucas horas que passavamos fora , quase me convenciam de quão maravilhoso era aquele marido que me fazia festinhas em público, sempre com a filha ao colo, a brincar com as crianças dos outros. Em casa nem olhava para mim, negava colo à filha. O que mais me magoava era a falsidade dele. As duas caras. Demorei tempo de mais a meter na cabeça que merecia sempre ser estimada sempre, e não apenas na presença dos outros.


Raquel 42 anos

Quando casei com o Diogo, as mulheres da vila ficaram “viúvas “... ou pelo menos eu pensei que sim.
O Diogo era giro, simpático e terrivelmente mulherengo. Conseguir namorar alguém assim era um prodígio! Lembro- me que iamos almoçar e as mulheres ficavam a olhar para ele embasbacadas. Era super simples, humilde.
E eu era tão cega por ele que ignorei os sinais.
Ou, como quem diz, acreditava em tudo o que me dizia. Até saber que ele tinha engravidado  uma mulher com quem mantinha um relacionamento desde a altura do nosso namoro. 



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