saúde

Consciência Vegan

agosto 14, 2019

Foi na década de 40 que o veganismo ganhou a sua força maior, e consequentemente esta ideologia se propagou com mais força.

É hábito assistir em várias ocasiões a um certo escárnio a este modo de vida.
 Há quem veja o veganismo como uma moda, quem finja que é vegan , quem planeie ser, mas há sobretudo muito, quem por ignorância, olhe para os vegans com estranheza e postura crítica. 
Porque estamos no topo da cadeia alimentar, porque somos omnívoros, porque precisamos dos animais para sobreviver ou porque sempre foi assim.
O veganismo é muito mais que isso. 
É manter uma alimentação que não tenha qualquer proveniência animal, nem dos seus derivados.
É a procura por tudo o que seja cruelty free, excluir da nossa vida todo o tipo de produto que tenha origem animal, inclusivamente no vestuário , não compactuar com nada que vise a exploração animal sejam circos, touradas, exposições.
É acima de tudo, uma tomada de consciência.
É aquela decisão que ando a adiar há anos.
Já estive anos sem consumir produtos de origem animal. 
Nunca fui tão saudável, nunca a minha pele e cabelo estiveram tão bem. Voltei a introduzir a carne na minha vida, quase que por obrigação e confesso que as primeiras vezes o organismo rejeitou. O que é curioso... 

Cada vez temos mais variedade alimentar que nos permite fazer uma alimentação  plena em vitaminas , nutrientes sem ter que recorrer aos animais e creio que, provavelmente daqui a 100 anos a percentagem de vegans no mundo poderá estar equiparada à de omnívoros.
Não se trata apenas de uma questão de palato, ou de moda. É o respeito pelos animais.  Ver cada prato de comida como uma refeição confecionada com ... carne morta
Não estou aqui para tentar  converter ninguém. 
Até porque eu própria ainda não abracei a causa na sua totalidade. Posso dizer- vos que aos 3 anos vi matarem um coelho numa praça e nunca mais fui capaz de comer coelho.  E nunca me esqueci dessa cena. 
Sempre consumi apenas carnes brancas, peru e frango, maioritariamente. 
E é curioso que diversas vezes em cenários médicos me foi sugerido que deixasse de comer carne. Porque aumenta o índice de gordura no fígado, porque provoca cálculos renais ( já me foi dito imensas vezes por radiologistas), sabemos que afeta o sistema cardiovascular, e a verdade é que todas as vitaminas que vamos buscar à carne podemos tomar em suplementos. 
Não é imperativo ter qualquer tipo de carência alimentar quando nos tornamos veganos. Os veganos não são desnutridos. Existem veganos gordos! 
Existem sobremesas veganas! Cheia de calorias. E outras nem tanto, tal como no regime alimentar considerado “‘normal”, passa por uma escolha nossa.
Os animais não precisam dos humanos para nada. Os únicos que dependem de nós, são os animais domesticados, e isto porque vivemos numa selva de pedra onde é difícil para eles terem acesso à comida, água potável, no entanto, nunca vimos gatos de cidade mortos à fome... certo?

Mas nós vemo-nos como dependentes dos animais para a sobrevivência. E não somos. A natureza produz na própria terra tudo aquilo que precisamos sem ter qualquer tipo de necessidade de nos alimentarmos de animais.

Pensa nisso...


Alimentação à parte, não entendo como ainda existem espetáculos deprimentes como touradas.
Posso entender que a minha avó de 90 anos ache que é uma festa pomposa.  Mas alguém com 30 anos? Sentir satisfação com o sofrimento de um animal? Explicar porque razão não devem haver touradas é quanto a mim explicar uma cor a um cego. Nunca precisei que me dissessem que não era correto para me afligir . Pedir que se respeita a alegria e entusiasmo de quem aprecia ver animais servirem de cobaias como se fosse um circo romano ? Estas são as pessoas que há muitos séculos atrás vibravam com os espetáculos dos leões a devorar humanos nas arenas. 
A empresa cosmética está felizmente cada vez mais consciente da linha de pensamento cruelty free. Eu acredito que aos poucos evoluiremos.




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3 comentários

  1. Cá por casa reduzimos cada vez mais a carne. Eu (Telma) aboli completamente. Eu (Pedro) como menos, mas como. Quem sabe um dia não nos tornamos veganos... Compreendemos perfeitamente o lema de vida e gostamos muito.

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